O CONARH 2026 reuniu profissionais, lideranças e empresas para discutir os desafios que já estão transformando a gestão de pessoas. Realizado nos dias 18, 19 e 20 de agosto, no São Paulo Expo, o evento contou com 120 palestrantes, 320 expositores e uma estrutura com mais de 43 mil m².
Considerado o maior encontro de Recursos Humanos da América Latina, o congresso trouxe debates sobre inteligência artificial no RH, saúde mental, NR-1, desenvolvimento de líderes, cultura organizacional, benefícios corporativos e experiência do colaborador.
Além de acompanhar essas discussões, a Newbe participou ativamente do evento. Durante os três dias, a empresa apresentou soluções, fortaleceu conexões, lançou o Newbe Atende e apoiou a palestra de Daniela Araújo sobre o papel do RH na formação de lideranças.
O futuro da gestão de pessoas é humano
Com o tema “Brasil Global: o futuro da gestão é humano”, o CONARH 2026 reforçou uma mensagem importante: tecnologia, dados e automação são fundamentais, mas precisam estar a serviço das pessoas.
Ao longo do evento, ficou evidente que o RH está assumindo uma posição cada vez mais estratégica. Afinal, além de cuidar das rotinas administrativas, a área precisa apoiar lideranças, fortalecer a cultura organizacional, melhorar a experiência dos colaboradores e contribuir diretamente para os resultados do negócio.
Nesse contexto, os principais debates mostraram que inovação e humanização não são caminhos opostos. Pelo contrário, quando utilizadas de maneira responsável, as novas tecnologias ajudam o RH a reduzir atividades operacionais e dedicar mais tempo às decisões que exigem escuta, análise e sensibilidade.
Inteligência artificial no RH: da tendência à aplicação prática
A inteligência artificial no RH esteve entre os assuntos mais presentes no CONARH 2026. A tecnologia apareceu em soluções voltadas para recrutamento, treinamento, análise de dados, comunicação interna, produtividade e gestão do desempenho.
No entanto, a principal discussão foi além da adoção de ferramentas. O desafio agora é entender como utilizar a IA para resolver problemas reais e gerar resultados mensuráveis.
Antes de automatizar uma atividade, por exemplo, as empresas precisam avaliar se o processo está bem estruturado, quais resultados são esperados e como os impactos serão acompanhados. Caso contrário, a tecnologia pode apenas acelerar um fluxo que já apresenta falhas.
Além disso, o avanço da inteligência artificial aumenta a importância de competências essencialmente humanas, como pensamento crítico, comunicação, criatividade, colaboração, capacidade de análise e inteligência emocional.
Portanto, o futuro do trabalho não depende apenas de profissionais que saibam utilizar novas ferramentas. Ele também exige pessoas capazes de interpretar informações, questionar recomendações e tomar decisões considerando o contexto de cada organização.
Saúde mental e NR-1 no centro da estratégia
Outro tema de grande relevância no CONARH 2026 foi a saúde mental nas empresas, especialmente diante das discussões sobre a NR-1 e os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
Questões como excesso de demandas, pressão constante, falta de autonomia, conflitos profissionais, ausência de reconhecimento e dificuldade de desconexão passaram a exigir uma atenção mais estruturada das organizações.
Consequentemente, o RH precisa ir além das ações pontuais de bem-estar. É necessário observar como o trabalho está organizado, ouvir os colaboradores, preparar as lideranças e acompanhar indicadores que possam revelar situações de sobrecarga.
Nesse processo, a tecnologia pode apoiar a organização de informações e a identificação de padrões. Entretanto, ela não substitui a escuta ativa, a avaliação técnica ou o acompanhamento realizado por profissionais qualificados.
A principal reflexão é que cuidar da saúde mental também significa revisar processos, metas, jornadas, relações profissionais e modelos de liderança.
Liderança e desenvolvimento profissional
As transformações no mercado de trabalho também ampliaram a responsabilidade das lideranças. Em um ambiente marcado por novas tecnologias, diferentes gerações e mudanças rápidas, liderar exige muito mais do que distribuir tarefas e acompanhar resultados.
O líder precisa criar clareza, fortalecer a confiança e oferecer espaço para que as pessoas façam perguntas, apresentem ideias e participem das decisões.
Além disso, a liderança tem influência direta sobre a experiência do colaborador. A maneira como um gestor conduz conversas, reconhece entregas, oferece feedbacks e administra conflitos pode afetar o engajamento, a produtividade e a permanência dos profissionais na empresa.
Por isso, formar líderes deixou de ser apenas uma iniciativa de treinamento. Atualmente, trata-se de uma prioridade estratégica para o RH e para os negócios.
Líderes não nascem prontos: o RH que forma

Um dos destaques da participação da Newbe no CONARH 2026 foi a palestra de Daniela Araújo, fundadora do CompartilhaRH, sobre o papel estratégico do RH na formação de lideranças.
Com o tema “Líderes não nascem prontos: o RH que forma”, Daniela iniciou a conversa com uma provocação: quantos líderes foram realmente preparados antes de assumir a posição e quantos foram apenas promovidos?
A reflexão ganhou força com os dados apresentados. Atualmente, 68% dos líderes brasileiros consideram o desenvolvimento de pessoas e a retenção de talentos uma prioridade. Além disso, 49% dos profissionais pediriam demissão por causa da má gestão de seus líderes, enquanto empresas que desenvolvem suas lideranças podem alcançar 23% mais engajamento.
Para mudar esse cenário, Daniela apresentou três etapas essenciais: identificar o potencial antes da promoção, desenvolver o novo gestor por meio de uma trilha estruturada e sustentar sua evolução com acompanhamento contínuo.
Afinal, promover um excelente profissional técnico não significa, automaticamente, formar um bom líder. Sem orientação, o novo gestor pode aprender por tentativa e erro, enquanto toda a equipe sofre os impactos desse processo.
A palestra também reforçou que o RH não pode ser apenas espectador das promoções. A área deve atuar como arquiteta desse processo, estabelecendo critérios, preparando profissionais e acompanhando os efeitos da liderança sobre as equipes.
Além disso, Daniela destacou três ferramentas para fortalecer um RH estratégico: transformar indicadores em impactos financeiros claros, antecipar problemas antes que se tornem crises e apresentar propostas baseadas em dados.
A principal mensagem foi direta: formar líderes não é custo, mas investimento em engajamento, produtividade e retenção de talentos.
Como resumiu Daniela durante a apresentação:
“Quem não forma líder paga duas vezes: perde gente boa e mantém gente despreparada na cadeira.”
Benefícios corporativos e experiência do colaborador
Os benefícios corporativos também ganharam espaço nas discussões do CONARH 2026. Mais do que complementar a remuneração, eles passaram a fazer parte da experiência do colaborador e da estratégia de atração e retenção de talentos.
Entretanto, não basta ampliar o número de benefícios oferecidos. As empresas precisam entender se as soluções são relevantes, acessíveis e adequadas às diferentes necessidades dos profissionais.
Da mesma forma, a experiência não termina na contratação de um benefício. Dúvidas, problemas com cartões, recargas, solicitações e dificuldades de utilização também influenciam a percepção dos colaboradores.
Por isso, atendimento, tecnologia e gestão precisam funcionar de maneira integrada. Quando isso acontece, o RH reduz demandas operacionais e os profissionais encontram mais facilidade para utilizar seus benefícios.
Newbe Atende: atendimento humanizado diretamente ao colaborador
Durante o CONARH 2026, a Newbe apresentou oficialmente o Newbe Atende, uma solução criada para oferecer suporte especializado e humanizado aos colaboradores das empresas clientes.
Por meio do serviço, os profissionais podem receber atendimento para dúvidas, solicitações, recargas, cartões e outras demandas relacionadas ao vale-transporte.
Com isso, o RH deixa de centralizar perguntas operacionais sobre o benefício e ganha mais tempo para atuar em iniciativas estratégicas.
Ao mesmo tempo, os colaboradores passam a contar com um canal preparado para compreender suas necessidades e acompanhar cada situação de maneira próxima.
A solução materializa uma das principais mensagens do evento: a tecnologia pode facilitar processos, mas o atendimento humano continua sendo essencial para construir confiança e oferecer uma experiência positiva.
Conexões, experiências e relacionamento no estande da Newbe
Além do lançamento do Newbe Atende, o estande da Newbe recebeu clientes, parceiros e profissionais de Recursos Humanos durante os três dias de evento.
O espaço foi planejado para incentivar conversas, apresentar soluções e compartilhar experiências sobre a gestão de benefícios corporativos. Como resultado, milhares de conexões foram geradas e novas oportunidades de relacionamento foram construídas.
A Newbe também promoveu um coquetel especial para celebrar sua segunda presença consecutiva entre as cinco empresas mais lembradas do Brasil na categoria Vale-Transporte e Mobilidade Urbana do Top of Mind de RH.
Mais do que comemorar o reconhecimento, a iniciativa reforçou a proximidade da marca com profissionais, clientes e parceiros que fazem parte dessa trajetória.
O que o CONARH 2026 deixa para o RH?
O CONARH 2026 mostrou que a gestão de pessoas está entrando em uma fase mais integrada. Tecnologia, liderança, saúde mental, cultura e benefícios já não podem ser tratados como temas isolados.
A inteligência artificial pode aumentar a produtividade, mas precisa de objetivos claros e análise humana. A saúde mental exige ações de cuidado, mas também demanda uma revisão da organização do trabalho. Os benefícios precisam oferecer flexibilidade e estar acompanhados por uma experiência positiva. Já as lideranças precisam alcançar resultados enquanto desenvolvem e cuidam das pessoas.
Portanto, o grande desafio do RH é transformar essas discussões em práticas consistentes dentro das empresas.
Para a Newbe, participar do CONARH 2026 foi uma oportunidade de apresentar soluções, aprender, compartilhar conhecimento e fortalecer relações. Além disso, foi a confirmação de um propósito que orienta sua atuação: reduzir a complexidade da gestão de benefícios para que o RH tenha mais tempo para cuidar das pessoas e contribuir estrategicamente com o negócio.
